Vivemos em uma crescente demanda por ética

Fernanda Haskel fala sobre ética, valores humanos e negócio social no programa Diálogo Franco.

Uma inciativa pela Paz Mundial

Fernanda Haskel organiza o primeiro Yoga Pela Paz em Taubaté/SP.

Gestão Pública e Sustentabilidade

Fernanda Haskel fala sobre gestão pública sustentável no Band Eleições.

O compromisso com a sustentabilidade

Fernanda Haskel ajuda promover evento e políticos assumem compromisso com a sustentabilidade.

O futuro que queremos Rio+20

Fernanda Haskel participa da organização da Conferência Livre da Juventude em Taubaté/SP.

sexta-feira, outubro 05, 2012

"Você tem que encontrar o que ama." Steve Jobs



Há um ano, Steve Jobs morreu. O líder de nossos tempos. Além de toda a inovação, Steve foi um revolucionário e visionário de um líder nos negócios no jeito de pensar.

Hoje em sua homenagem posto o inspirador discurso de Steve Jobs feita em Standord.
Assista o vídeo e acompanhe. O discurso completo está abaixo. Tomei a liberdade de evidenciar as partes que considero mais inspiradoras. Um exemplo de ousadia, coragem, inteligência e sensibilidade.




Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha ideia do que queria fazer na minha vida e menos ideia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serigrafia e sem serigrafia, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições deWhole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
“Continue com faminto, continue louco.”

domingo, setembro 30, 2012

Eles anunciam guerra. Nós anunciamos a paz.


A corrente de paz cresce!


Depois do sucesso da página no facebook “Israel – loves – Iran” ficou claro que as pessoas tem voz. Novas iniciativas de lançar mensagens positivas e correntes de paz e amizade entre as pessoas do oriente médio crescem a cada dia.  
O slogan desse movimento social mundial pela paz é:  “ A mensagem de paz é viral. Eles anunciam guerra. Nós anunciamos a paz.” 
É assim que surge a “Peace Factory”, fábrica de paz.  Fábrica da PAZ no oriente médio!!! "A Fábrica de Paz" é uma organização sem fins lucrativos, não política que surge para promover a paz  no Oriente Médio. Essa organização facilita a ligação entre as pessoas, abrindo nova linha de comunicação, fazendo com que os povos do Oriente Médio se aproximem, conheçam-se uns aos outros e estabeleçam relações de amizade através de campanhas on line.
A iniciativa se espalha e ganha adeptos pelo mundo.
Iniciada com força total na região dos maiores conflitos do mundo, a campanha une “lado a lado" a comunidade do oriente médio e faz germinar, de forma inusitada, uma atmosfera pacífica e amorosa entre iranianos, palestinos, israelenses, egípcios, sírios, libaneses, turcos, jordanianos....entre a humanidade. 

Começa um movimento popular de indicar Ronny Edry, o idealizador dessa campanha, para o prêmio nobel da paz.

Impossível não se emocionar!
Participe você também!
Anuncie a paz e o amor no mundo!


Criei um texto para participarmos dessa campanha de paz. 

Participe! Adicione em sua foto a imagem abaixo que diz: "Meus amigos do Oriente Médio. Nós do Brasil desejamos paz, amor e amizade entre cada um do oriente médio. Não mais guerra. Estou anunciando a paz junto com vocês. Nós amamos vocês."



Israelenses lançam campanha: “Iranianos nós te amamos”


Compartilhe a paz e o amor! Uma mensagem de povo para povo, humano para humano, de coração para coração.


É com uma mistura de forte emoção, alegria e orgulho da humanidade, que começa a dar largos passos rumo a revolução ousada e amorosa tão esperada intimamente, que compartilho a iniciativa de iranianos e israelenses que declaram publicamente AMOR uns pelos outros. 

Tudo começou com a iniciativa de Ronni Edry e sua esposa Michal Tamir,  um casal israelense, que lançaram no facebook cartazes com seus filhos no colo segurando a bandeira de Israel dizendo: “ Iranianos nós amamos vocês” e ainda acrescentaram “ nós nunca os bombardearemos.”

Além disso, Ronni Edry  lançou um vídeo no youtube com o seguinte recado:  “para os pais, mães, filhos, irmãos e irmãs no Irã, para um guerra começar entre nós, precisamos temer um ao outro, devemos odiar. Eu não tenho medo de vocês, eu não odeio vocês, nenhum iraniano jamais me machucou ou me fez algum mal". Edry disse que não é um representante oficial, mas acrescenta “essa guerra não é nossa.”

 Essa mensagem tocou o coração de milhares de pessoas do mundo inteiro que começaram a participar dessa corrente de paz e não guerra. Em poucos dias tornou-se uma campanha mundial.

 Apesar da censura, a mensagem chegou aos iranianos e a resposta foi quase que imediata:  “ Nós amamos vocês israelenses.  Nós, iranianos, não queremos nenhuma guerra, com nenhum país.”
A febre agora é aderir a campanha de “enviar corações” entre israelenses e iranianos em uma mensagem clara de amor, paz e não guerra.   
Confira abaixo o vídeo de Israel para Irã, a resposta do Irã e conheça página no facebook “ Israel – loves – Iran”.




Resposta do Irã em agradecimento à iniciativa de Israel corresponde à vontade de paz.


Que marcas você quer deixar no planeta?



Você já parou para pensar que tipo de impacto seu estilo de vida tem no meio ambiente?
Tudo que fizemos deixa uma espécie de “marca”, “pegada”­­­­­ no planeta que pode ser determinada de acordo com o modo como vivemos e usamos os recursos naturais em nosso dia a dia.
Esses “rastros” podem ser medidos através de um teste simples que evidencia quantos planetas seriam necessários caso todos os habitantes da Terra vivessem como você.
Descubra qual é sua pegada ecológica e quais são “rastros” que você deixa no planeta.

Faça o teste e descubra mais sobre as marcas que você deixa no planeta.


sábado, setembro 22, 2012

"Recursos naturais devem ser usados para o benefício da sociedade, não para financiar guerras."


O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrou ontem (21) o Dia Internacional da Paz: "Recursos naturais devem ser usados para o benefício da sociedade, não para financiar guerras."
Veja o vídeo e leia abaixo a mensagem de Ban Ki-moon, para o Dia, incluindo uma proposta de ação:

"No Dia Internacional da Paz, as Nações Unidas pedem o encerramento completo das hostilidades em todo o mundo.
Nós também pedimos às pessoas de todos os lugares que realizem um minuto de silêncio, ao meio-dia no horário local, para honrar as vítimas – aquelas que perderam suas vidas e aquelas que sobreviveram, mas agora devem lidar com o trauma e a dor.
O tema do Dia deste ano é 'Paz Sustentável para um Futuro Sustentável'.
Conflitos armados atacam os muitos pilares do desenvolvimento sustentável.
Recursos naturais devem ser usados para o benefício da sociedade, não para financiar guerras.
As crianças devem estar na escola, e não ser recrutadas para exércitos.
Orçamentos nacionais devem focar na construção da capacidade humana, e não em armas mortais.
No Dia Internacional da Paz, apelo para que os combatentes em todo o mundo encontrem soluções pacíficas para os seus conflitos.
Vamos todos juntos trabalhar por um futuro seguro, justo e próspero para todos."

Dia Internacional da Paz adota Sustentabilidade como tema


21 de setembro, além do dia da árvore, comemora-se O Dia Internacional da Paz.
A instituição de um dia dedicado à paz aconteceu em 1981, quando os Estados-Membros da ONU aprovaram em Assembleia Geral a criação da data. O dia faz um apelo para que os combatentes em todo o mundo encontrem soluções pacíficas para os conflitos. 
Em 2001, a ONU também aprovou uma resolução que decreta o dia 21 de setembro como um momento de cessar-fogo, para incentivar a interrupção de conflitos armados e atos violentos em todo o mundo durante a data. A ideia surgiu com a Peace One Day, organização não governamental da Grã-Bretanha que luta pela criação de uma cultura de paz global. Veja, abaixo, o vídeo que conta a história desta conquista.
O tema deste ano, devido ao contexto da reunião da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, na Rio +20,  é “Paz Sustentável para um Futuro Sustentável”. O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou em mensagem enviada hoje que os conflitos armados atacam os muitos pilares do desenvolvimento sustentável. “Os recursos naturais devem ser usados para o benefício da sociedade, não para financiar guerras”, enfatizou. 
Cerca de 1,5 bilhão de pessoas, o que corresponde a mais de 20% da população mundial, vivem em países afetados pela guerra, violência e altos índices de criminalidade. Para a Administradora do PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no Brasil, Helen Clark, a ausência da paz dificulta o progresso e o desenvolvimento dos países. “Os indivíduos mais frágeis, como as mulheres e meninas que sofrem discriminação, são os mais atingidos pelos conflitos armados. A guerra aumenta sua vulnerabilidade social e econômica”, afirma Helen Clark.

sexta-feira, setembro 21, 2012

21 de setembro - dia da árvore


Hoje, assim como todos os dias, sito falta da natureza.
Mas hoje em especial, estou com o sentimento de luto e acompanho o choro do dia chuvoso.
 Tenho a impressão que o dia e eu choramos em nome de todas as arvores que foram derrubadas cedendo gentilmente espaço para nosso progresso. Talvez sejam as lágrimas de todos os pássaros que tiveram que deixar seus ninhos, de todos os animais que precisaram deixar seus lares para que fizéssemos os nossos.
Em meio ao pesar, me vejo em oração no pedido de perdão por todo ato injustamente desnecessário e predatório que nós da humanidade cometemos. Por favor, perdoe-nos por toda dor causada! Ainda somos ignorantes em respeito e amor e precisamos aprender com você, querida mãe, a prática da generosidade.
Árvores queridas, eu as amo antes mesmo de saber o que era amor. Lembro-me do meu caminhar em seus leitos, meu “perder tempo” em suas raízes e meu brincar com suas folhas que meus pés descalços pisavam. Um lugar que já não existe mais.
Hoje, calçada, caminho no asfalto.
Feliz dia da árvore.

terça-feira, setembro 04, 2012

Fernanda Haskel participa do BAND ELEIÇÕES PARTE 3

Fernanda Haskel, consultora em gestão, sustentabilidade e projetos sociais, é convidada para falar sobre sustentabilidade no programa Band Eleições na TV Band Vale. Programa Exibido em 13/08/2012.

domingo, setembro 02, 2012

Fernanda Haskel participa do BAND ELEIÇÕES PARTE 2

Fernanda Haskel, consultora em gestão, sustentabilidade e projetos sociais, é convidada para falar sobre sustentabilidade no programa Band Eleições na TV Band Vale. Programa Exibido em 13/08/2012.

sexta-feira, agosto 31, 2012

Fernanda Haskel participa do BAND ELEIÇÕES PARTE 1

Fernanda Haskel, consultora em gestão, sustentabilidade e projetos sociais, é convidada para falar sobre sustentabilidade no programa Band Eleições na TV Band Vale.

quinta-feira, agosto 30, 2012

Programa Cidades Sustentáveis é apresentado em Taubaté - 28/03/2012

O desafio de fazer uma gestão pública sustentável foi lançado na noite quarta-feira, 28/03/2012. Alguns candidatos à prefeitura de municipal de Taubaté compareceram ao evento e assumiram o compromisso com o Programa Cidades Sustentáveis apresentado em Taubaté por Ricardo Young. Exibido no programa Band Cidade -TV Band Vale em 29 de março de 2012.

quarta-feira, agosto 29, 2012

Programa Cidades Sustentáveis - Taubaté TV BAND Vale - ACONTECE REGIONA...

Entrevista ao vivo com Fernanda Haskel no Programa Acontece Regional - TV Band Vale em 28 de março de 2012, falando sobre o evento de apresentação do Programa Cidades Sustentáveis. Apresentado em Taubaté por Ricardo Young, o evento estimulou os pré-candidatos à prefeitura de Taubaté a assinarem uma carta compromisso com uma gestão pública sustentável.


quarta-feira, março 21, 2012

Programa Cidades Sustentáveis

Uma iniciativa livre, apartidária e ativa no exercício saudável e efetivo da cidadania.


Sobre o programa:
 Uma grande rede de organizações da sociedade civil está aproveitando as eleições municipais de 2012 para colocar a sustentabilidade na agenda da sociedade, dos partidos políticos e dos candidatos. Neste sentido foi lançado o Programa Cidades Sustentáveis que oferece aos candidatos uma agenda completa de sustentabilidade urbana, um conjunto de indicadores associados a esta agenda, enriquecida por casos exemplares nacionais e internacionais como referências a serem perseguidas pelos gestores públicos municipais. O programa é complementado por uma campanha que tenta sensibilizar os eleitores a escolher a sustentabilidade como critério de voto e os candidatos a adotar a agenda da sustentabilidade.
 O Programa Cidades Sustentáveis tem o objetivo de sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentaspara que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmentesustentável. São grandes os desafios e, para sermos exitosos em ações que contribuam com asustentabilidade, será necessário o envolvimento de cidadãos, organizações sociais, empresas egovernos.

terça-feira, março 20, 2012

Hora do Planeta 2012

quinta-feira, junho 16, 2011

Bravo aos suécos!

Assisti hoje no Jornal Nacional e achei IMPRESSIONANTE! Suecos criam uma tecnologia que cria energia elétrica em meio marinho. Segundo eles, se usassemos 1% do potencial matítimo, conseguiriamos gerar 5X a energia necessária para todo o planeta! Não bastasse a inovação criativa a favor da questão ecológica, essa tecnologia não é cara comparado aos investimentos de infra-estrutura realizado pelas nações do mundo. As turbinas instaladas na Suécia custam o equivalente a R$ 1,5 milhão.

Cientistas suecos criam pipa que gera energia elétrica debaixo d’água

Embalado pelas correntes marinhas, que chegam a 9 km/h, o papagaio tem uma turbina hidrodinâmica que produz energia elétrica. Os modelos já existentes são 10 vezes maiores e podem abastecer até 300 casas de porte médio. Nas águas do Mar do Norte, cientistas da Suécia encontraram uma forma limpa e surpreendente de gerar energia. Quem mostra são os enviados especiais do Jornal Nacional, Marcos Losekann e Sérgio Gilz

Parece brinquedo de criança, mas o papagaio feito por engenheiros suecos é coisa séria e para lá de diferente: em vez de voar no céu, ele navega no fundo do mar, preso por uma âncora a 80 metros da superfície, para evitar a colisão com navios.
Vai de um lado para o outro, embalado pelas correntes marítimas, que chegam a uma velocidade média de nove quilômetros por hora. O papagaio carrega uma turbina hidrodinâmica que produz energia elétrica.
O protótipo foi usado nos primeiros testes feitos em Gotemburgo, na beira do Mar do Norte. A asa tem 1,2 metro de envergadura e a turbina é mais ou menos do tamanho de uma garrafa de um litro.
Os papagaios subaquáticos que já funcionam no fundo do mar são 10 vezes maiores: têm asas de 12 metros e turbinas do tamanho de um tonel. Cada papagaio produz 500 quilowatts de energia, o suficiente para abastecer 300 casas de porte médio.
O empresário Anders Jansson, diretor do projeto, afirma que o uso de apenas 1% do potencial energético marítimo seria suficiente para atender cinco vezes à atual demanda do planeta.
“Em quase todas as costas marítimas da Terra existem correntes fortes o suficiente para mover esse tipo de turbina. No Brasil, as melhores condições se apresentam na Região Nordeste” diz ele.

As turbinas instaladas na Suécia custam o equivalente a R$ 1,5 milhão. Daqui a dois anos, já estarão disponíveis para produzir energia em todo o mundo. Em silêncio, debaixo d'água e sem poluir o meio ambiente.

Fonte: G1.globo

segunda-feira, outubro 25, 2010

Você é o futuro da filantropia

Em palestra, Katherine Fulton relata que estamos vivendo uma singularidade social onde há convergência de epidemias, catástrofes ambientais e pobreza. Vivemos em uma era de fome moral onde nossa capacidade de enfrentar problemas não acompanhou nossa capacidade de criá-los. Nossa experiência individual e coletiva não nos preparou para o que precisamos fazer ou quem precisamos ser.
Por isso, precisamos de uma nova geração de lideres cidadãos dispostos a comprometer-se a crescer, mudar e aprender o mais rapidamente possível. Katherine também explana sobre o sucesso das idéias empreendidas com amor, um novo jeito de fazer negócios!  Fica o recado: empreendedores, tenham coragem!
Assista o vídeo.

quinta-feira, setembro 02, 2010

Líder dos céticos do aquecimento global muda de opinião

Bjorn Lomborg ficou conhecido como o "Hitler do Clima", antes de passar a defender a necessidade de lutar contra o aquecimento global/Foto: Matthew McDermott
Conhecido como "Hitler do Clima", o mais famoso cético do aquecimento global, o dinamarquês Bjorn Lomborg, anunciou ao jornal britânico The Guardian na terça-feira, 31 de agosto, que mudou de opinião, e agora lutará contra as mudanças climáticas. A notícia causou surpresa na comunidade científica, acostumada com o barulho causado pelo dinamarquês.

Lomborg lançará um livro em outubro no qual um grupo de economistas e ele destacam a necessidade de que os países desenvolvidos injetem US$ 100 bilhões por ano para que iniciativas como as energias renováveis tragam resultados.

Antes de "virar a casaca", o estatístico ficou mundialmente conhecido por meio da obra O Ambientalista Cético, além das entrevistas e palestras realizadas depois da publicação do livro. Lomborg sempre defendeu que o custo para combater o aquecimento era alto demais quando comparado com o benefício de ter um mundo "ligeiramente menos quente no futuro". A conta referente ao controle do superaquecimento do planeta não fechava, na concepção do matemático.

Segundo o discurso antigo de Lomborg, o ritmo do aquecimento e seus efeitos sobre as pessoas eram exagerados pelos cientistas "pró-clima" e pelo lobby dos que se beneficiariam com investimentos pesados em ações como limpar a matriz enérgica, por exemplo.

Mudança

Apesar da mudança brusca de bandeira, Lomborg negou no The Guardian que tenha feito uma reviravolta. Ele destacou que "sempre aceitou a existência do efeito humano no aquecimento global" e que o importante, agora, é ver onde se deve gastar dinheiro para combatê-lo.

O anúncio do dinamarquês foi feito um dia depois da divulgação da revisão do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês), feita por um grupo de 12 cientistas independentes a pedido da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com os cientistas do InterAcademy Council (IAC), o IPCC precisa passar por mudanças de gestão e na metodologia da coleta de informações. No último relatório produzido pelos climatologistas ligados ao painel, de 2007, constou que as geleiras do Himalaia desapareceriam até 2035, informação que a própria ONU admitiu ser imprecisa.

À época, Lomborg criticou severamente a projeção, ao argumentar que mesmo que o degelo ocorresse, o fenômeno seria benéfico, pois aumentaria a quantidade de água disponível no verão para China e Índia. Ao menos nesse ponto o ex-cético não mudou de opinião. Ele garantiu que pretende continuar criticando as contas do Himalaia, mas, sem desprezar as recomendações do IPCC.

Com informações da Folha de S.Paulo
Via: EcoD

quarta-feira, setembro 01, 2010

Empresas com DNA social tornam-se mais ágeis

Adoção de soluções colaborativas é feita de maneira gradual, até modificar o jeito de fazer negócios dentro da companhia


Estudo do Gartner sobre o uso de software social e de colaboração no segmento empresarial mostra que o conceito de collboration ajudará a transformar, nos próximos anos, a maneira como as corporações lidam com o trabalho. As mudanças impactarão de forma radical algumas aplicações tradicionais de negócios na forma como são conhecidas atualmente.
Daqui a quatro anos, aponta a pesquisa, "serviços de redes sociais substituirão o e-mail como veículo primário de comunicação interpessoal para 20% dos usuários empresariais". Mas a grande diferença das aplicações que vão ganhar espaço, ainda segundo o estudo do Gartner, é que elas terão mais o DNA de social solution.

Como o mercado não está acostumado com a nova forma de trabalhar herdada das redes sociais, boa parte das soluções ainda será baseada em demandas de TI, sem contemplar o modelo de social networking propriamente dito. Um aviso aos navegantes: para especialistas do Gartner, apenas 20% desse tipo de aplicação vai vingar, em contrapartida aos 50% das soluções baseadas realmente numa estratégia 2.0.

Os programas de colaboração são atualmente as aplicações empresariais com maior demanda. Em estudo feito neste ano pela IBM com CEOs, 98% deles afirmaram que a inovação por meio da colaboração constituía a principal prioridade das empresas. Outra razão para a adoção está na crescente mobilidade do colaborador. De acordo com a mesma pesquisa, 90% dos funcionários trabalham distante da matriz e 60% estão alocados em lugares diferentes de seus gerentes. Esse é um ambiente ideal para a adoção do modelo colaborativo.

A criação de um DNA de colaboração não acontece da noite para o dia, é necessário um passo inicial e o amadurecimento vem de forma gradual. Na Chemtech, empresa do grupo Siemens, por exemplo, a adoção do conceito começou na intranet em 2006. Em 2008, veio a inserção nas redes sociais propriamente ditas. Hoje, a companhia está presente no Facebook, LinkedIn, Orkut e Twitter.

"Atualmente, todos os 1,2 mil funcionários aderiram, considerando todos os serviços oferecidos", explica Daniele Rivera, líder em comunicação da Chemtech. A executiva lembra que não necessariamente um funcionário usa todos os serviços simultaneamente.

As maiores adesões são para a ferramenta de classificados, a plataforma de sugestões "Fala Chemtecheanos", mural de fotos, intranet e carona online. A atividade colaborativa produz cerca de 50 posts mensais para cada serviço oferecido. As soluções envolvem aplicações que rodam em diferentes ambientes (intranet, internet e celular).

Foi no sentido de viver cada vez mais a realidade 2.0 que a Algar Tecnologia resolveu implantar uma solução de colaboração para azeitar a comunicação entre seus funcionários e clientes. Implementada a partir do software iNotes, da IBM, ela promove a integração de mensagens entregues no celular ou pelo computador.

A infraestrutura completa que funcionará na Algar inclui também comunicação ponto-a-ponto por vídeo e voz, videoconferência e diversas ferramentas de redes sociais via web. Esse formato de colaboração on-line permite o acesso às ferramentas do iNotes, como correio eletrônico, agenda, mensagem instantânea e compartilhamento de arquivos, garantindo mobilidade e flexibilidade aos usuários.

Segundo Luciano Rodrigues, coordenador de serviços de TI da Algar Tecnologia, com a implementação, foi possível preparar a força de vendas para o mundo da colaboração e abrir novas oportunidades nas unidades de negócios. O uso de softwares de integração entre usuários permitiu, de acordo com ele, ser mais inovador e competitivo no mercado.

Por: Tagil Oliveira Ramos
Via: itweb

segunda-feira, agosto 30, 2010

Profissionalizar é preciso... será?

O que dizem gestores de diversas iniciativas sociais sobre como se deu a profissionalização de suas organizações - e sobre a real necessidade deste fenômeno para sua sobrevivência no Terceiro Setor


“Estou satisfeitíssima, é o melhor dos mundos. Antes trabalhava na área de aconselhamento para clientes e planejamento estratégico em uma empresa de grande porte. Agora, trabalho com desenvolvimento institucional e marketing relacionado a causas no IDIS [Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social]”, relata Ana Biglione, de São Paulo. Assim como ela, muitas pessoas depositam no chamado “terceiro setor” a esperança de unir seus ideais de vida com a atividade remunerada.

Antes de trabalhar no IDIS, Ana percorreu o que chama de “período de transição”. Esse período durou cerca de oito meses durante o qual Ana trabalhou como voluntária em algumas organizações e participou de diversos cursos voltados à gestão de iniciativas sociais. “Para mim, foi super-importante passar por este período de aprendizagem”, pois, para ela, “as linguagens, os contextos, a mentalidade dos dois setores são muito diferentes”, afirma.

A migração se justifica, também, pelos números. Em 2002, o terceiro setor absorvia cerca de 1,5 milhão de trabalhadores, segundo pesquisa publicada pela associação entre IBGE, Abong, Ipea e Gife. Isso significa que 500 mil novos empregos haviam sido criados no setor nos sete anos anteriores à pesquisa, o que o torna uma atrativa fonte de empregos. Comparativamente, no mesmo ano, o setor público federal empregava 1/3 desse número.

Justifica-se, também, por outros fatores, como os apontados por Arnaldo Motta em seu artigo publicado nesta edição. A “necessidade de profissionalizar” o setor é um deles. Mas o que implica profissionalizar uma iniciativa social? Investir na capacitação de gestores e coordenadores? Contratar experts da iniciativa privada? Adaptar para o terceiro setor modelos bem-sucedidos do setor privado? E como essas mudanças afetam a própria organização social que pretende se profissionalizar?

No caso da Liga das Senhoras Católicas, instituição filantrópica nacional, fundada em 1923, a profissionalização foi essencial para garantir maior abrangência de atuação e para sua própria sobrevivência. Carola Matarazzo, vice-presidente da Liga, diz que “com o crescimento do terceiro setor muitas novas organizações surgiram e, com elas, chegou a ‘concorrência’. Antigamente, os empresários tiravam dinheiro do próprio bolso e ajudavam as poucas organizações existentes. Hoje, estes mesmos empresários têm, em suas empresas, institutos responsáveis por analisar e gerenciar o dinheiro doado. Diante desta mudança no terceiro setor, a Liga precisou profissionalizar sua gestão a fim de concorrer com organizações que já nasciam profissionais. Para isso, foi preciso rever a missão, cercar-se de profissionais qualificados e solicitar ajuda do setor privado.” Segundo Carola, a profissionalização não parou por aí; segundo ela “além do conceito de profissionalização da gestão administrativa da Liga, mostrou-se também necessária uma maior profissionalização dos serviços prestados, visando a uma maior eficiência, a custos ‘razoáveis’”.

Cristina Abranches, superintendente da Apae-Contagem (Minas Gerais), reforça a idéia da profissionalização como meio de sobrevivência da organização e, assim como na Liga, relata que a organização passou por um processo de transformação institucional quando decidiu se “profissionalizar”, encontrando, neste caminho, pontos delicados: “As dificuldades encontradas inicialmente foram conseguir pensar na profissionalização como algo para o futuro da instituição e não para a rotina. A questão financeira foi uma barreira, mas não impediu [o processo]; mudar a maneira de pensar a gestão da diretoria da época também foi uma dificuldade, embora superada”, coloca.

Em outras organizações, a distinção nunca existiu ou foi facilmente superada. É o caso do Instituto Museu da Pessoa que surgiu como empresa e foi transformado numa OSCIP [organização da sociedade civil de interesse público]. “Para nós foi muito fácil porque desde o início sabíamos o que é e o que não é bom dos dois mundos”, afirma José Santos, diretor do Instituto. Para ele, a idéia de profissionalização está muito ligada à dedicação exclusiva do profissional à iniciativa: “Desde que criamos o Museu, imediatamente todos abandonaram o que faziam para trabalhar só nele – ele nunca foi segunda opção”, esclarece.

Para Ana Drummond e Tatiana Prado, respectivamente diretora executiva e coordenadora de marketing da World Childhood Foundation – Brasil (WCF-Brasil), o conceito de “profissionalização” é definido também com base no desenvolvimento da instituição, braço da WCF sueca: “para nós, é a viabilização de ciclos completos de planejamento, execução, monitoramento, avaliação e melhoria constante sobre as diretrizes e práticas organizacionais, visando a otimização de recursos e maximização do impacto social. É um pré-requisito para a sustentação das atividades no longo prazo, requerendo investimento, perseverança e visão de longo prazo, pois no Terceiro Setor não existem modelos prontos, o dinamismo é constante e os resultados não são imediatos”, esclarecem.

No sentido de saber se a profissionalização é, de fato, obrigatória para a sobrevivência da iniciativa social ou se é em qualquer momento em que ela pode se dar, Ana Drummond aconselha: “A profissionalização demanda a participação de novos atores e o estabelecimento de novas relações, porém, valores e crenças da organização devem ser mantidos. Algumas questões-chave são: 1) Como profissionalizar sem perder a identidade? 2) Quais são as competências necessárias para a profissionalização? 3) Como minimizar riscos? 4) O que seriam resultados razoáveis no curto, médio e longo prazo? Recomendaria à instituição [que deseja se profissionalizar] que iniciasse o processo com a realização de um diagnóstico das reais necessidades de profissionalização. Tenho receio de que as organizações sigam “tendências” sem saber exatamente o porquê. Sugeriria também que pensassem em um processo por etapas, estabelecendo prioridades e com marcos a serem celebrados no decorrer do percurso. O caminho para a profissionalização não é curto e as pequenas vitórias merecem ser comemoradas ao longo do trajeto. Por último, diria que o histórico de evolução da instituição deve ser registrado e valorizado. Para esse processo, uma ajuda neutra, especializada e externa – um olhar crítico e “de fora” sobre as práticas organizacionais – é importante", acredita.

Via: Instituto Fonte
por Rita Monte
gestora de comunicação do Instituto Fonte

sábado, agosto 28, 2010

Termina dia 31 de agosto prazo para inscrição no processo de seleção do Indice de sustentabilidade Empresarial



 As empresas emissoras das 200 ações mais líquidas da Bolsa, elegíveis para integrar o Índice de Sustentabilidade Empresarial, têm até o dia 31 de agosto para se candidatar ao processo de seleção da carteira 2010/2011. Previamente estabelecido para o dia 20 de agosto, o prazo foi estendido pelo Conselho Deliberativo do ISE em resposta à solicitação de empresas ainda interessadas em participar.
 
As companhias devem responder a um questionário obrigatório disponível em PDF no site www.isebovespa.com.br. O prazo para preenchimento se encerra em 15 de setembro. A nova carteira, composta por no máximo 40 companhias selecionadas de acordo com o desempenho que obtiverem no questionário, começa a vigorar no dia 1º de dezembro.

Sobre o Índice

O ISE tem por objetivo refletir o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com reconhecido comprometimento com a responsabilidade social e a sustentabilidade empresarial, e também atuar como promotor das boas práticas no meio empresarial brasileiro. O processo de seleção avalia de forma integrada diferentes questões da sustentabilidade agrupadas nas dimensões: Geral, Natureza do Produto, Econômico-financeira, Social, Ambiental e Governança Corporativa, além da recém-criada dimensão de Mudanças Climáticas. A atual carteira é composta por 43 ações de 34 companhias.

 Fonte: http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/noticias/2010/